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Combater a obesidade? 'Faltam quase 800 nutricionistas nos cuidados de saúde primários'

Combater a obesidade? 'Faltam quase 800 nutricionistas nos cuidados de saúde primários'
20 de Fevereiro de 2021

Depois de ver o Parlamento votar na quinta-feira recomendações ao Governo para que adote medidas de prevenção e combate à obesidade, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas espera que algumas iniciativas sejam tomadas rapidamente.


A bastonária da Ordem dos Nutricionistas considera que não se podem pôr em ação medidas sem os recursos humanos necessários no Serviço Nacional de Saúde.


"O número de nutricionistas nos cuidados de saúde primários é manifestamente insuficiente", garante Alexandra Bento. "A crueza dos números fala por si", diz a bastonária. Nos cuidados de saúde primários há pouco mais de uma centena de nutricionistas e "o número mínimo necessário seria cerca de 900".





Alexandra Bento lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou há já 10 anos a Obesidade uma pandemia e não estranha ver que os doentes mais graves de COVID-19 são obesos. "Quem tem peso a mais tem também um conjunto de outros riscos, como hipertensão arterial , colesterol, doenças que densificam" a COVID-19.


Em Portugal, os últimos dados conhecidos reportam ao inquérito de saúde do ano de 2019 e apontam para que quase 17% da população portuguesa adulta seja obesa, situação que tem vindo a piorar desde o inquérito de 2005. Em relação às crianças registou-se uma ligeira melhoria (a incidência, embora ainda sendo alta, desceu de 15 para 12%).


No entanto, a bastonária teme que com a pandemia e o facto de a população estar em casa e mais sedentária estes números se agravem. Dá o exemplo do inquérito feito pela Direção Geral de Saúde durante o primeiro confinamento :" 45% da população dizia ter mudado os seus hábitos alimentares, mas 42% considerava que tinha sido para pior". Não é difícil percebermos que comer pior e mexer menos se irá refletir na balança", conclui.



Fonte: TSF, online, 19 de fevereiro de 2021