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Bastonária defende criação de sistema que sinalize situações de insegurança alimentar

Bastonária defende criação de sistema que sinalize situações de insegurança alimentar
04 de Agosto de 2022

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas (ON), Alexandra Bento, defende a criação de um sistema que sinalize “situações de insegurança alimentar para garantir o acompanhamento precoce de famílias em risco”.

Num artigo de opinião assinado no Público, a bastonária afirma que “há uma clara necessidade de intensificar políticas públicas que, além de promoverem escolhas alimentares saudáveis, se foquem nas populações mais vulneráveis, em maior risco de desigualdade no acesso a alimentos”. Assim, assegura, garantir-se-á “que estes grupos continuam a dispor de uma alimentação justa, saudável e equilibrada”.

Menos IVA

Alexandra Bento reitera ainda que, face ao período de “dificuldades económicas” atuais, “deve ser equacionada a redução do IVA nalguns produtos de primeira necessidade”, para facilitar às famílias portuguesas o acesso “a um conjunto de alimentos essenciais”. Atualmente, “muitas listas de compras terão encurtado, muitas outras viram alterados os produtos habituais, com as famílias a olharem mais para os preços do que para os rótulos”.

Lembrando o caminho de “proteção dos mais vulneráveis”, a bastonária admite que é “com preocupação” que toma conhecimento da “redução do número de beneficiários de cabazes alimentares”. Inicialmente prolongado por três meses, o apoio será afinal atribuído aos agregados de uma só vez. “Algumas famílias portuguesas com maior fragilidade podem ver comprometido o acesso a alimentos”, continua, ao defender que “o Estado deve garantir o direito humano a uma alimentação adequada, defendendo políticas intersetoriais que o assegurem”.

Finalmente, Alexandra Bento ressalta que a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovada em 2021, “prevê um diagnóstico de segurança alimentar e nutricional no nosso país” que deverá ser levado a cabo “com urgência para conhecermos a real dimensão do problema”.

Fonte: Viver Saudável, 03 de agosto de 2022