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'Queremos transformar os desafios em oportunidades' | Entrevista à Bastonária da Ordem dos Nutricionistas

'Queremos transformar os desafios em oportunidades' | Entrevista à Bastonária da Ordem dos Nutricionistas
03 de Dezembro de 2019

Em entrevista à VIVER SAUDÁVEL, a bastonária, reeleita em outubro para um terceiro e último mandato, diz continuar disponível para enfrentar os desafios que se colocam aos profissionais da área e faz uma previsão do que está para vir nos próximos quatro anos. E se os mandatos anteriores foram cheios de ação, Alexandra Bento assegura que este será igualmente intenso. "Melhor Qualificação e Acesso", "Mais e Melhor Emprego", "Mais e Melhor Exercício Profissional", "Mais Proximidade com os Membros" e "Mais e Melhor Nutrição" são os cinco eixos estratégicos que vão orientar o trabalho da nova direção.


ab viversaudavel

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VIVER SAUDÁVEL (VS) - O que a motivou a candidatar-se a mais um mandato?

Alexandra Bento (AB) — Ainda há desafios que eu e a equipa que tem vindo a acompanhar-me, desde os tempos que antecederam a criação da Ordem, queremos enfrentar. No primeiro mandato conseguimos alcançar os objetivos a que nos propusemos: a construção da Ordem e a unificação da profissão. No mandato seguinte definimos outras bandeiras que conseguimos igualmente concretizar. Demos mais dimensão à profissão e criámos novas áreas de trabalho, procurando dar mais robustez a alguns setores que poderiam ser frágeis se não fossem bem trabalhados, como por exemplo, a presença dos nutricionistas nas farmácias e nos espaços de atividade física. Criámos também o Observatório da Profissão e Empregabilidade da ON, um instrumento que permite observar a evolução da profissão ao longo do tempo, com dados de qualidade e definir as estratégias e os documentos necessários para o desenvolvimento e afirmação dos profissionais nos seus diversos campos de atuação.


Outro dos assuntos que marcou este segundo mandato foi a criação das Especialidades. Uma profissão deve ter uma base forte e vigorosa da área que representa. Nós representamos a Nutrição e a Alimentação e, como tal, temos de ter uma base sólida nesse setor, mas também em áreas de especialidade que vão surgindo consoante a nossa atuação. Atualmente, os Estatutos da Ordem dos Nutricionistas preveem a atribuição do titulo de Especialista em três áreas: Alimentação Coletiva e Restauração; Nutrição Clinica; Nutrição Comunitária e Saúde Pública. No entanto, nunca se sabe se no futuro não poderão surgir outras. As profissões não são estáticas e temos de nos adaptar, tal como muitas outras, aos desafios que vão surgindo.



VS - E para os próximos anos, o que podemos esperar?

AB - Neste terceiro mandato enfrentaremos alguns desafios que, apesar de poderem ser entendidos como adversidades, queremos transformá-los em oportunidades. Por isso, há uma série de coisas que queremos fazer e que achamos determinantes. Uma delas é trabalhar a operacionalização das especialidades. Outra é robustecer a formação, porque se a formação académica compete, como o nome diz, à Academia, a formação profissional deve estar dentro da alçada da Ordem. Isso não significa que seja a Ordem a ministrá-la, mas, sendo a atualização ao longo da vida profissional fundamental para uma prática profissional de qualidade, queremos criar um sistema de acreditação a formações promovidas por entidades externas. Sabemos que existem instituições bem preparadas e com competências para o fazer, nomeadamente a Academia, pelo que o que nos propomos é chancelar essa formação.



VS - Em relação às especialidades, durante este mandato serà um assunto encerrado?

AB - Sim, até porque falta muito pouco para elas serem ativadas. Em termos regulamentares está tudo pronto. O que falta mesmo é operacionalizar o processo. Quando as especialidades forem ativadas, durante o período de um ano, a concessão do título de nutricionista especialista é sujeita a um processo de equiparação. A ON terá de trabalhar com os estabelecimentos de ensino superior os respetivos cursos de especialidade de forma a que os colegas possam receber as respetivas especialidades após o período de equiparação (Nutrição Clínica, Nutrição Comunitária e Saúde Pública, Alimentação Coletiva e Restauração).


Nós antevemos um 2020 muito trabalhoso no que se refere às especialidades, mas não tenho dúvidas de que no próximo ano vamos ter os primeiros especialistas.



VS - Voltando à sua recandidatura, de onde vem a energia para enfrentar um terceiro mandato?

AB - A energia vai-se buscar à equipa e ao desejo de se trabalhar as questões que envolvem a Nutrição, a alimentação e a profissão. Vão ser mais 4 anos de trabalho árduo e o último mandato permitido por estatuto. Mas, na verdade, são cerca de 20 anos a trabalhar estas causas. A opção de me recandidatar para o último mandato que estatuariamente me é permitido foi uma decisão conjunta, entre mim e a minha equipa. Eu poderia ter cessado a atividade em prol da profissão agora, mas ainda havia algumas ações que a minha equipa queria desenvolver e, por essa razão, decidimos dar continuidade ao trabalho.



VS - Que leitura faz dos resultados obtidos, nomeadamente a abstenção que marcou o ato eleitoral e que ronda os 48%? Estarão os membros afastados da sua profissão?

AB - Não considero de maneira nenhuma que estes resultados sejam o reflexo de um afastamento. Por um lado, este valor de abstenção está em linha com a abstenção em termos nacionais. Por outro, se compararmos a abstenção na Ordem dos Nutricionistas com a abstenção em outras ordens profissionais, esta é muito menor. Dito isto, isso não significa que eu esteja satisfeita com o facto de metade dos membros não ter votado. Quem vive em democracia deve exercer o seu direito nas urnas. E, como tal, nós precisamos também de trabalhar no sentido de transmitir aos colegas que queremos uma menor taxa de abstenção no próximo ato eleitoral.


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VS - A lista B, encabeçada por Fernando Pichei, esteve particularmente ativa. Algumas das propostas desta lista vão ser aproveitadas pela sua equipa? Têm posições comuns? AB - Com a devida franqueza e sem falsa modéstia, não há nenhuma proposta no programa eleitoral da Lista B que não estivesse contemplado no programa da Lista A. O nosso programa eleitoral tem 5 eixos estratégicos que se desdobram em mais de 100 medidas, dai que um dos nossos lemas durante a candidatura fosse "nós dizemos ao que vimos". Aquilo que pretendemos fazer está bem espelhado no nosso programa eleitoral, que é quase uma espécie de checklist. na qual vamos poder aferir o que foi feito, daqui a quatro anos. 



VS - Este é um programa mais ambicioso do que os dos mandatos anteriores?

AB - Este é um programa de continuidade mas igualmente ambicioso. Trata-se de uma equipa que tem experiência, que conhece esta profissão com muita profundidade e que conhece bem o funcionamento das ordens profissionais. Sabemos quais são os seus limites de atuação, mas também aquilo que podem fazer, quais são as suas atribuições. E, portanto, tendo em conta todo o trabalho que já foi feito e a existência de uma Ordem com estabilidade em termos estruturais, achamos que estamos numa posição em que podemos avançar para outras medidas que não foram trabalhadas nos mandatos anteriores. A exceção do eixo "Mais e melhor Nutrição", que é direcionado para a melhoria da saúde da população através da alimentação, os outros eixos são muito voltados para os nutricionistas.



VS - Como é que estes eixos se articulam e, em conjunto, darão forma ao seu mandato?

AB - A melhor forma de dar esta explicação é aplicar estes eixos em algumas áreas estratégicas. Tomemos como exemplo o caso dos jovens. A ON tem consciência das suas dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, à formação e até em termos económicos. Por essa razão, uma das primeiras iniciativas que vamos levar a cabo após a tomada de posse consiste na criação de um grupo de trabalho que irá refletir sobre um novo modelo de estágio de acesso à Ordem, com o objetivo de torná-lo mais acessivel economicamente, mas igualmente forte para o acesso à profissão.


Ainda sob o ponto de vista financeiro, vamos isentar do pagamento de quotas nos primeiros seis meses para os nutricionistas recentemente admitidos como membros efetivos e oferecer o seguro de responsabilidade civil profissional a todos os nutricionistas estagiários.


Também pretendemos criar uma comissão de acompanhamento dos estágios que ajudará responder in loco às dificuldades que possam existir por parte dos colegas estagiários, assim como uma comissão de jovens nutricionistas, que será transversal a muitas ações e trabalhos da ON. Paralelamente, vamos trabalhar em conjunto com os ministérios da Saúde e da Educação para tornar possível a realização de estágios de acesso à Ordem no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e nas escolas públicas portuguesas.



VS - Pode colocar um prazo para a concretização do novo modelo de estágio de acesso à Ordem?

AB - Podemos tentar fazer essa previsão. Imaginando que temos um ano para fazer esta reflexão e que, ao fim desse tempo, conseguimos definir o modelo, é preciso dar lugar aos respetivos procedimentos, nomeadamente a construção do regulamento do ponto de vista jurídico, a sua aprovação por parte da direção, a obtenção do parecer do conselho jurisdicional, a aprovação do conselho geral, a submissão a consulta pública e depois ainda tem de ir à respetiva tutela, o Ministério da Saúde. Não vamos correr contra o tempo, mas queremos que o modelo seja colocado no terreno o mais brevemente possível porque é um dos objetivos deste mandato. Dizer mais do que isso é fazer futurologia.



VS - Outro dos eixos do vosso programa e quase uma promessa: "Mais e Melhor Emprego".

AB - Queremos mais emprego, mas também queremos melhores condições. E a melhor forma de alcançar estes objetivos passa por conhecer bem a profissão e as suas tendências, daí a importãncia de continuarmos com as ações do nosso Observatório. Deste modo, podemos detetar as áreas que necessitam de uma maior proteção da nossa parte e, por outro lado, descobrir outras que estão a emergir, dando-lhes a robustez necessária.


Poderá passar pelo desenvolvimento de novas áreas, mas também pelo crescimento das chamadas áreas clássicas. Dentro destas temos, por exemplo, o trabalho desenvolvido pelos colegas no SNS. O aumento do número de nutricionistas no SNS é uma batalha que temos vindo a travar e pela qual vamos continuar a lutar, depois de já termos conseguido aumentar em 40% o número de vagas nos cuidados de saúde primários. Já no setor da restauração coletiva, que tem vindo a crescer de forma continuada e sustentada, a área da gestão é provavelmente a que vai registar um maior crescimento.


Também o setor social e solidário surge como área em expansão para os nutricionistas. Temos uma população cada vez mais envelhecida e mais idosos nos lares e nos centros de dia, embora o número de nutricionistas presentes nestes locais seja escassíssimo. Para além disso, sabe-se que os idosos que estão institucionalizados gozam de pior estado nutricional do que aqueles que estão nas suas casas. Nesse sentido, a ON conseguiu que fosse aprovada uma recomendação na Assembleia da República para a presença obrigatória de nutricionistas nestas instituições.



VS - E a indústria?

AB - A Indústria é uma área que não tem registado crescimento e nós não sabemos a razão. É precisamente por isso que vamos iniciar um estudo sobre esta matéria em novembro. Será que temos uma Indústria que, apesar de reconhecer os nutricionistas como figuras importantes na melhoria dos hábitos alimentares, não está desperta para o seu papel dentro da área? Ou será que são os próprios nutricionistas que não consideram esta área como um setor a abraçar? Não estarão os cursos verdadeiramente adaptados para despertar nos profissionais o desejo de trabalhar na Indústria Alimentar (IA)? São estas interrogações que nos levam a estudar a situação.


Esta é uma área que nós consideramos importante porque, além de ser um território potencial de emprego, a presença de um nutricionista na Indústria é fundamental para trabalhar as áreas da inovação e do marketing nutricional. Eu não consigo imaginar que uma empresa da IA não tenha um departamento de Nutrição, mas a verdade é que só algumas têm.



VS - Porquê tornar o tema "Mais Proximidade com os Membros" num dos eixos da vossa proposta eleitoral? Sentem os membros distantes da Ordem ou têm ideias concretas para promover a proximidade entre ambos?

AB - Temos ideias concretas para aumentar a proximidade. Contudo, há uma ideia quase clássica da distância entre o regulador da profissão, a Ordem, e os seus membros. Sendo esta uma Ordem jovem, não queremos alimentar essa ideia. A Ordem tem de estar próxima do nutricionista e do cidadão, pois só assim consegue trabalhar as suas atribuições. E para estarmos mais próximos dos nossos colegas necessitamos de dar continuidade à organização de uma série de iniciativas que temos vindo a realizar, mas agora com uma nova expressão.


No mandato anterior promovemos vários momentos de contacto com os colegas, como o ciclo de visitas da bastonária, diversos encontros e seminários, muitos deles exclusivos para nutricionistas, além de que todos os documentos que a Ordem produz são submetidos a discussão pública. Temos também as redes sociais, que nos permitem divulgar as nossas atividades. No entanto, queremos acompanhar a evolução dos tempos e a forma de estar dos colegas mais jovens. Para isso, é fundamental continuarmos a ter um staff constituído essencialmente por nutricionistas e falarmos com os membros na mesma linguagem, tendo o cuidado de encontrar outras formas de nos relacionar, nomeadamente através de chats e fóruns de reflexão, que nos permitem esbater a distância e, assim, estar mais próximos dos colegas mais novos.


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VS - Depois das normas de orientação para as farmácias e para os ginásios, em que outras áreas vão concretizar o "Melhor Exercido Profissional"?

AB - Temos de reunir os nossos grupos de reflexão e ver quais são as áreas que necessitam de normas de orientação profissional ou de outro tipo de guidelines que vão ao encontro das necessidades da prática profissional.



VS - O ultimo eixo do programa, "Mais e Melhor Nutrição", é mais virado para o exterior. Vamos ter uma ON ainda mais visível? 

AB - O que eu posso dizer é que vamos continuar a ter uma Ordem muito visível, pois pretendemos dar continuidade ao trabalho que temos desenvolvido na comunicação para o exterior, Temos procurado acompanhar sempre o poder político no que diz respeito à produção de legislação na Nutrição, estar a par das novidades transmitidas por organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, e seguir novos estudos que vão sendo feitos pela comunidade académica, tentando, sempre que possível, reivindicar melhores serviços na área da Alimentação e da Nutrição.



VS - A reivindicação nem sempre é bem recebida por outras ordens profissionais. Veja-se o caso da Ordem dos Enfermeiros, a propósito da definição do Ato Nutricionista. AB - Sim, mas faz parte da relação entre os vários grupos profissionais e é preciso perceber isso, A ON entendeu que devia definir o Ato de Nutricionista, à semelhança de outras Ordens profissionais, como a dos Médicos e a dos Psicólogos. Assim, depois de trabalhar em conjunto com as outras Ordens na definição do Ato em Saúde, a ON decidiu produzir um documento que define aquilo que o nutricionista é e faz. Neste processo, a Ordem dos Enfermeiros entendeu que deveria demonstrar publicamente o seu descontentamento em relação a este documento que se encontrou em consulta pública. Nós só temos de aceitar esse facto e dar a nossa resposta em tempo útil, tal como fizemos.



VS - E um desafio para este mandato a criacão da carreira do nutricionista no SNS?

AB - Na verdade, este é um desafio que já existia no mandato anterior e que vai perdurar nos próximos quatro anos. A ON trabalhou em conjunto com o Ministério da Saúde e com as Ordens dos Farmacêuticos e dos Psicólogos a criação das respetivas carreiras. Enquanto a carreira do farmacêutico veio a conhecer a luz ainda na anterior legislatura, o mesmo não aconteceu com a do Nutricionista e do Psicólogo. Sabendo agora que a senhora Ministra da Saúde vai permanecer e conhece bem este processo, acreditamos que terá capacidade de decidir acerca da criação da carreira de nutricionista. Para além de ser um desejo dos profissionais ter uma carreira específica que contemple a sua autonomia técnica e científica, a criação da carreira do nutricionista permite resolver de imediato a questão de existirem nutricionistas dispersos por três carreiras diferentes no SNS: técnico superior de saúde, técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior.



VS — Em que consistem os sistemas de certificação dos atos do nutricionista que defende no Programa Eleitoral?

AB - Os sistemas de certificação do ato do nutricionista são um instrumento que pretende promover a credibilidade dos mesmos e evitar situações fraudulentas. A sua utilização facilita o reconhecimento de que o profissional que temos à nossa frente é nutricionista ou de que um determinado documento foi elaborado por ele. E isso pode passar pela criação de algo tão simples como uma vinheta ou uma assinatura eletrónica.



VS - A afirmação de que "nós somos nutricionistas e esta é a nossa área de trabalho" vai marcar os próximos tempos e este mandato?

AB - Sim, mas precisamos de o assinalar pela competência e pela qualidade dos atos, até porque não há fronteiras definidas entre as profissões. Se, por um lado, há profissões que devem ter competências para algumas áreas justapostas, por outro, existem outras que não têm competências para o fazer e querem usurpá-las, exercendo de forma ilegal. E o exercício ilegal da profissão deve ser denunciado nos locais adequados. Já no caso das áreas em que há sobreposição a outras profissões, compete a todos nós demonstrar que o nutricionista é o profissional que está melhor preparado para o desafio que terá à sua frente.



VS - Como é que acha que a população olha para os nutricionistas hoje? Certamente de uma forma diferente daquela que encontrou há 20 anos...

AB - Nós caminhámos do tempo em que ninguém sabia o que era o nutricionista para o tempo em que toda a gente já ouviu falar dele e tem a ideia de que é um profissional de saúde que trabalha as áreas da Alimentação e da Nutrição. No entanto, a população pode não ter a noção das várias áreas de atuação do Nutricionista e de que este é um profissional de saúde que trabalha todas as temáticas que dizem respeito à Alimentação e Nutrição com o fito de garantir a saúde para a população. E não de a emagrecer. O emagrecer pode ser uma das atribuições dos nutricionistas, mas não é a única.


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VS - Quais são os grandes desafios que se colocam hoje aos nutricionistas?

AB - No que diz respeito aos desafios da Nutrição, penso que é termos a capacidade de alimentar de forma saudável e sustentável os portugueses e a população mundial. E o nutricionista pode dar um grande auxílio neste desiderato. Por sua vez, em termos de desafios para a profissão e para o nosso mandato na ON, a batalha passa por continuarmos neste percurso da afirmação da profissão, que tem um grande peso naquilo que será a saúde da população.



VS - Quer deixar uma mensagem para os seus colegas?

AB - A grande mensagem que posso deixar aos nutricionistas é aquela que qualquer bastonário poderá dar aos seus membros: desempenhem a profissão que escolheram com rigor e conhecimento - o qual deve ser aprofundado e atualizado ao longo da vida profissional - para, dessa forma, se realizarem a si próprios e servirem a população que atendem. 




Fonte: Viver Saudável, número 44, edição impressa, novembro de 2019